
Nacional
2009-11-11
Os sapatos portugueses estão em crise ou numa fase negra. Nada mais, nem menos, do que uma queda de 8,2% nas exportações deste tipo de bens: o que potência a dita crise, mas sobretudo interrompe um período de crescimento iniciado em 2005.
A somar a esta tendência da escassez de procura, as duas maiores empregadoras do sector - a Rhode, com 984 trabalhadores, e a Aerosoles com 650 postos de trabalho - estão em pura agonia. E apesar de o presidente da AICEP, Basílio Horta, destacar que "Portugal é no calçado de couro o quinto exportador europeu e o sexto exportador mundial", o sector está em risco se considerarmos que, por exemplo, as duas maiores empregadoras têm a sobrevivência em risco. Mas concentremo-nos na dureza dos números agora divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas: uma quebra de 8,2% que representa vendas totais para o exterior de 875,5 milhões de euros entre Janeiro e Agosto.
Um negócio que os economistas consideram ter, ainda assim, viabilidade.

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