Em termos da estrutura das actividades económicas, o concelho de Vila Verde caracteriza-se por ter um nível de desenvolvimento intermédio, comparativamente aos concelhos vizinhos e limítrofes, com os quais concorre mais directamente. Se, por um lado, não apresenta números tão baixos e demonstrativos de grande ruralidade, como Terras de Bouro e Amares, também fica aquém dos concelhos mais industrializados, como Braga e Barcelos.
Esta dualidade é sentida no próprio concelho, que se caracteriza a sul por uma maior concentração de actividades económicas, que também se destaca pela variedade. Contrastando com a situação a norte do concelho, que se debate com problemas de êxodo da população, fruto dos movimentos naturais da população na busca de melhores condições e da maior qualidade de vida.
O último censo da população (2001) estima um total de 46 580 residentes no município de Vila Verde (11,9% da população Cávado NUT III), cuja afectação territorial, no âmbito das unidades mais desagregadas, privilegia a aglomeração dos residentes no sector Sul do Concelho, em particular a mancha que bordeja a margem direita do Cávado.
O município de Vila Verde regista actualmente uma estrutura sócio-económica diferente da que se verificava em tempos mais remotos. Em 1981 dispunha de uma população activa de 36,8%do total da população do concelho. Em 1991, passa para 38,2%, perfazendo um total de cerca de 16 000 indivíduos empregados. Em 2001, este valor aumenta para 19 410 indivíduos activos, representando cerca de 41.67% da população total.
A análise da população activa empregada por sector de actividade revela uma evolução francamente favorável dos sectores secundário e terciário e um decréscimo significativo do primário. De 1980 a 1995, a estrutura económica do concelho de Vila Verde alterou-se profundamente, num processo contínuo que já se verificava desde a década de sessenta.
O seu tecido económico caracterizava-se, em 1991, pelo domínio do sector secundário, o qual ocupa mais de 45% da população activa, seguido do sector terciário, que tem vindo a aumentar, (29,92%) e, finalmente, do sector primário (24,90%), à custa do qual cresceram os primeiros. Em 2001, a distribuição da população pelos sectores de actividade é claramente mais desequilibrada, verificando-se um decréscimo acentuado no sector primário, que ocupa apenas cerca de 7,33% da população activa, enquanto o sector terciário beneficia de cerca de 42,32% da população activa. No sector secundário, verifica-se a presença de cerca de 50.34% da população activa.
Este panorama é indicador da difusão da industrialização e do incremento do comércio e dos serviços e de um percurso descendente da actividade agrícola, que vai perdendo a sua competitividade numa região já de si bastante limitada e com poucas possibilidades de reconverter as suas estruturas fundiárias, o que contribui para que empregue cada vez menos pessoas.
Segundo o Anuário Estatístico da Região Norte, no ano de 2001 estavam registadas em Vila Verde 3.700 empresas sediadas no concelho.
A indústria extractiva em Vila Verde é, em termos percentuais, relativamente pequena, representando apenas 1% do universo das empresas existentes, no entanto, face às suas características, ela é relevante e tem impacto no concelho.
A taxa de empresas da indústria transformadora, face ao total de empresas sediadas é, em Vila Verde, de 14,6%, abaixo da média do Vale do Cávado (19,8%). Esta situação é reveladora da necessidade de atrair e desenvolver novas empresas do segmento da indústria transformadora.
A Indústria Têxtil apresenta-se como uma das mais importantes no concelho, no entanto as empresas são de pequena dimensão, normalmente empresas de confecção a feitio, sem grande profissionalização, nem grande independência face a empresas terceiras. Dada a proximidade geográfica a Barcelos, concelho muito forte no que toca à fileira têxtil, foram crescendo pequenas unidades familiares, sem grande relevo em termos de emprego. Existem algumas excepções a este cenário, existindo hoje algumas empresas têxteis de referência no concelho.
A indústria da madeira é também forte, existindo essencialmente unidades de produção ligadas ao sector da construção civil.
A indústria da metalúrgica também é forte, registando o 3º maior número de empresas sediadas no concelho. Também estas empresas estão intimamente ligadas ao sector da construção civil.
O sector da Indústria alimentar também tem alguma representatividade que anda associada ao aproveitamento da raça barrosã.

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