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  • O número de empresas em Portugal tem vindo a aumentar nos últimos anos, mas os distritos não crescem uniformemente. Interessa, pois, apreciar o panorama geral português e verificar que Braga surge em terceiro lugar em termos de representatividade no universo nacional com 8.4%, depois de Lisboa e Porto que têm, respectivamente, 25% e 18,1%. Viana do Castelo surge com apenas 2,5% de representatividade.


    As empresas da região do Minho têm uma relevância considerável no tecido económico português. Consequência da sua localização geográfica e população jovem, associadas às excelentes condições e infra-estruturas, o Minho é uma região com um forte dinamismo económico, contribuindo de forma determinante para a economia do país.


    Esta evolução económica e empresarial, mais notória nos últimos 30 anos, reflecte-se na forte implantação de unidades industriais e empresariais existentes na região, cujo volume total de vendas nos sectores da indústria, energia e construção corresponde a 13% do total nacional.


    A indústria transformadora tem uma considerável implantação na região, a par com empresas da área dos serviços e outros sectores indispensáveis numa sociedade moderna. O norte do país, onde o Minho está inserido, acolhe um terço do total nacional de empresas. Só no Minho estão sedeadas 8,3% das empresas do país.


    Mas o dinamismo da região reflecte-se também no peso que as exportações das empresas minhotas têm no total nacional. As exportações de empresas da região do Minho representam 20% do total de exportações do país.


    Os custos de produção, nomeadamente no que concerne ao arrendamento e compra de espaços e aos custos com mão-de-obra, são bastante atractivos, quando comparados com outras regiões do país. Além do mais, se considerarmos as excelentes condições que o Minho oferece, em comparação com os custos, o saldo é extremamente positivo para uma região que numa análise aprofundada obtém resultados muito favoráveis.


    O Minho tem vindo a desenvolver-se, face aos desafios, quer a nível de acessibilidades, quer a nível das suas empresas e da qualificação dos recursos humanos.


    Muito se tem investido em prol da modernização, uma vez que, apesar da globalização abrir novas portas à economia e às oportunidades de negócio, também cria um aumento da competitividade a níveis mundiais.


    As empresas têm conseguido assegurar melhores condições ao seu desenvolvimento através dos fundos e incentivos comunitários.


    O Minho é, neste momento, uma região rica e completa em termos de recursos humanos. Associações empresariais e industriais, instituições públicas de apoio às empresas, instituições de apoio tecnológico à indústria e estabelecimentos de ensino, nomeadamente de ensino superior, têm contribuído enormemente para o desenvolvimento do tecido empresarial da região e ao aumento da sua competitividade.


    Em certos casos, revela-se ainda necessário terminar com algumas características empresariais individualistas, no sentido de que os desafios da globalização e da internacionalização possam ser ultrapassados através da cooperação inter-empresarial e da cooperação com outras instituições.


    O Minho tem, neste momento, por todas as qualidades que reúne, oportunidade de assegurar condições que lhe garantam um lugar no cenário nacional e internacional, quer vivendo o presente, quer preparando-se para enfrentar o futuro.

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